Lula (PT), de 80 anos, foi reeleito hoje presidente do Brasil, comandando uma virada inédita na história do Brasil, ao ganhar as eleições depois de ter ficado em segundo lugar no primeiro turno —isso nunca havia acontecido. Ele derrotou Flávio Bolsonaro (PL), de 45 anos, na eleição mais acirrada que o país já teve.
Com mais de 64 milhões de votos, o petista obteve a maior votação já registrada em uma disputa de segundo turno no Brasil — o recorde anterior era do próprio Lula, que conquistou 60 milhões de votos nas urnas durante a segunda etapa de 2022, contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL) - veja o resultado final para presidente e Governos de: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal.
Em discurso após a vitória, Lula citou 'intromissão' de plataformas digitais na eleição e prometeu regulamentação, afirmando que não permitirá interferências externas por meio dessas ferramentas. O presidente agradeceu aos jovens pela participação na campanha — e aos idosos por comparecerem às urnas.
Despedida das urnas
Esta é a quarta vez que Lula vence a disputa para a Presidência, e será também a última. Ele não pode concorrer à reeleição em 2030 e já declarou que o pleito de 2026 foi sua despedida das urnas.
A vitória ocorre após uma campanha que, em sua reta final, levou a militância de volta às ruas, de um jeito que fez Lula lembrar de quando concorreu pela primeira vez à Presidência da República, em 1989 —naquela estreia, ao contrário do que ocorreu agora, o clamor das ruas não foi suficiente para que ele vencesse a disputa no segundo turno.
Em 1989, ele foi derrotado por Fernando Collor (PRN), então com 40 anos.
A vitória de Lula tornou real o sonho de uma militância que, a partir do dia 23 de outubro, quando pesquisa Datafolha indicou cada candidato com 50% dos votos válidos, acreditou na chance de uma virada — embora tenha ficado apreensiva com novos levantamentos que, na véspera da eleição, indicavam a vitória de Flávio.
Os atos pelo Brasil e o canal de WhatsApp "Exército de Lula" deram gás à campanha. Dentre os atos, um deles foi considerado histórico: o encontro na avenida Paulista, no dia 24 de outubro, reuniu dois milhões de apoiadores, segundo levantamento da campanha de Lula.
De maneira inédita, a campanha petista pôde se valer de um movimento digital de massas, graças à iniciativa do deputado federal André Janones (Rede-MG) de criar o "Exército do Lula", canal de WhatsApp que reuniu 10,8 milhões de seguidores. (Mais informações aqui).
Fonte: Portal UOL
Patrocinadores do Notícias em Destaque: Confira os nossos parceiros; divulgue sua marca aqui!
O conteúdo do Blog Notícias em Destaque (BND) é aberto e pode ser reproduzido por terceiros desde que a fonte seja citada, caso o contrário sofrerá ação judicial.
Siga nossas redes sociais:
WhatsApp, Facebook e Instagram
BND - Invadindo os bastidores das notícias!!!
87999418764
Comentários: