As declarações recentes de Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes movimentaram o cenário político paulista e provocaram reação entre lideranças partidárias da direita.
Tarcísio admitiu que pode disputar a Presidência da República em 2030, caso conclua bem seu segundo mandato no Governo de São Paulo.
Embora tenha afirmado que sua prioridade atual é a gestão estadual, a sinalização abre espaço para uma reorganização do grupo político e para a definição de possíveis sucessores no Palácio dos Bandeirantes.
Na mesma entrevista ao Estadão, Tarcísio afirmou que a gestão de Ricardo Nunes na Prefeitura de São Paulo o credencia a disputar o Governo estadual em 2030 e declarou que o prefeito "seria um grande governador".
A fala foi interpretada como um aceno direto à candidatura de Nunes e como parte de uma possível composição política para o próximo ciclo eleitoral.
Apesar de destacar que a eleição ainda está distante, Tarcísio elogiou o prefeito e disse que ele é bem avaliado em diferentes regiões da capital.
A possibilidade de Tarcísio mirar o Palácio do Planalto e Nunes se apresentar como sucessor no Governo paulista, porém, desagrada algumas alas políticas da direita, que defendem outros nomes para concorrerem aos respectivos cargos eletivos.
Para esses "grupos", a movimentação representa uma ruptura com o projeto político que levou Tarcísio ao Governo Estadual e que mantém influência sobre a direita brasileira.
Por enquanto, não há candidaturas oficiais, mas, as declarações já antecipam uma disputa pela liderança da oposição e pelo controle do eleitorado conservador em São Paulo.
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